sexta-feira, 26 de junho de 2009

Além da casca

Na eternidade dos astros, nos microcosmos dos átomos.
Entre quarks e glúons, em universos longínquos.
Percebo que recebo influência das mais diversas essências.
Sinto a energia do pulsar das mentes em efervescências,
e na efemeridade dos passos sinto o tempo oblíquo.

Descasco o etéreo, e recebo a imensidão sidérea.
Busco em toda a imersão o fator único.
Canalizo tudo na mente de infinita área,
e esqueço em parte o mundo carbônico.

Amanheço em minha suma matéria.
Desperto pra meu caminho.
Caminho em direção a Etérea,
Lugar onde farei meu ninho.

domingo, 21 de junho de 2009

Canis sapiens

Esse negócio de raça humana.
Isso não existe.
Somos todos seres humanos,
mesmo tom de pele diferente,
olhos diferentes,
cabelos diferentes,
estaturas diferentes,
mas somos todos iguais.
Cachorros sim, estes tem raças.
Apesar de serem diferentes, são iguais.
Aliás, eles nem se tocam, nem sabem,
nem dão importância às diferenças aparentes.
Nem se dão conta que,
raça é só uma palavra,
uma classificação.
A real diferença,
é que seres humanos
param pra pensar nessa situação
e agem de forma arrogante.
E isso porque supostamente
somos o homem sapiência.

A uma moça

Entrépida
Senhorita,
teus
encantos
persistem
homericamente
a dizer
não.
Insisto
Então.

A uma pata

Rastros de sangue
andam seguindo meu
peito que arde.
Homem apaixonado é
assim, morre todo dia
experimentando as formas de
lutas e batalhas pelo que
acredita

Corazón nonsense

Não aguento mais essa balela
de achar que tudo está nela.
Suprimir as coisas do sentido,
deixar levar-se pelo abatido.

Este coração já não se adianta,
está cheio de batalhas nonsense.
Agora vai atrás do que encanta.
Consciente de que nada além das partidas,
que a vida apita, lhe pertence.

O melhor nadador
é o gameta
que de milhões, nada
direto pra gaveta.

A inteligência, de fato
nos leva a hesitar,
no ato de sapiência.

O fator consciência
é uma ciência
sem coincidência.

A consciência
é o descanso
da ciência.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

G.R.A.M.C.S.

Eu, que lágrimas derramei,
que em noites me escondi,
que em muitas escorreguei.
Em longos sonhos debrucei
pensamentos e desejos por ti.
Percebi que momento nenhum
fui suficiente exemplo
pra trazer alegria
uma simples e vadia
risada de dentro
do seu templo.

De repente você me intima
e diz intimamente
que tem medo.
Ficando com receio
de contar segredos.
Pede olhares nos olhos
com as mãos atadas.
Você naquele instante
esqueceu de viver.
Fluindo pretéritos e futuros
tudo, menos gerúndios,
participando de cada
sentimento agarrado,
nos extremos
de uma vida.

Ouvi dizer
que o que se faz
não volta atrás.
Se tens receio,
não creio que farás.
Como diria o provérbio:
Há três coisas
que não olham pra trás,
mas que seguem em frente
e trazem o que
nem sempre nos satifaz.