
Ei menina linda.
Sabes o que penso,
percebes como eu vinha
e a que mundo pertenço.
Agora estou aprendendo
a decifrar sua esfinge,
afinal, não sei se estás sendo
ou se apenas finge.
Mas esse mistério
é o que dá impulso
ao que guardo no império
dos meus próprios impulsos.
Ainda tenho velhas batalhas
que deixaram migalhas
pra próxima luta interior,
por isso não sei que sabor
tem essa descoberta
ainda coberta pelo velho cobertor,
na forma ainda deserta
de um nobre desertor.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Esfinge
Escrito por Glauber Marinho às 23:33 17 comentários
Próprio

Meu amor, se você soubesse
o que me causa esse sentimento.
Se você se entristecesse
com tanto descabimento.
Soubesse quanta mágoa e quanta dor.
Se você, próprio amor tende a imensidões.
Se inato ou não, coubesse nas suas ações.
Meu amor, você talvez não seja amor.
Definitivamente não funcionas do entendimento
nem sequer segue algum intento.
Pra mim tens vontade própria
como característica própria do sentimento.
Olha de dentro de mim,
pelo menos tenta me dizer
se você é ou não, enfim
parte de mim ou do meio.
Não sei, mas tenho medo de ti.
Eu que sempre te acolhi,
hoje me recolho com receio.
Não sei se és real ou estou ao meio.
Talvez essa conversa
chegue a algum canto
ou talvez fique no recreio.
Escrito por Glauber Marinho às 23:17 2 comentários
terça-feira, 6 de abril de 2010
Palavrarista

Quero brincar com as palavras
como um malabarista
joga seus malabares
e equilibra.
Não quero brincar com as palavras
como um advogado
sendo da ilusão
somente mais um gado.
Vou inventar
e ser palavrarista
um misto de malabar
e artista.
Jogar com a palavra
como um barista.
Arte com a palavra
equilíbrio, brincadeira
lavra de sabores
sons e emoções,
gostos e poeira.
Escrito por Glauber Marinho às 20:43 3 comentários
quinta-feira, 18 de março de 2010
Ordem pela guerra

Feriado universal.
Luto absoluto.
Descobriu-se o pré-sal.
Acabarão, das indústrias, o desespero,
e virá a renovação
de seus estoques de dinheiro.
Mudarão de lugar
a sede do capitalismo,
depois virão nos alugar
dizendo que no brasil
tem terrorismo.
E que o povo aqui é hostil
é o que vão alegar.
Começarão as discussões,
propagandas tendenciosas,
entre segredos e reuniões,
tentarão o domínio
com ações maliciosas.
Resistência diante da injustiça,
gerarão brigas debaixo dos panos.
Acham que, do mundo, são a polícia,
os governantes americanos.
Então virá a nova guerra,
mas não se preocupem,
é só pra manter a paz
e a ordem na terra.
Escrito por Glauber Marinho às 00:30 6 comentários
quarta-feira, 17 de março de 2010
Haikai
Poeta bom, poeta morto
preciso morrer
mais um pouco.
agradecimento ao amigo Fernando
do Lexicos & Charutos
abraço
Escrito por Glauber Marinho às 21:49 2 comentários
terça-feira, 16 de março de 2010
Sem-logismo
O amor tem pressa
A pressa é inimiga da perfeição
Nada é perfeito
Logo: ?
Escrito por Glauber Marinho às 16:37 5 comentários
Pessoesia
é poesia andando
um passo
e já vai mudando
Escrito por Glauber Marinho às 00:53 0 comentários
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
E poesia se explica?
Poesia não é regra
que se aplique.
É coisa de pau-a-pique,
ar que se recarrega
dentro do alambique.
Escrito por Glauber Marinho às 01:17 7 comentários
Falando em rima
Será que existe clima
pra uma peleja?
Algo de esgrima,
com gramática,
mas nada de física
ou matemática.
Somente o que
o sentido almeja.
Escrito por Glauber Marinho às 00:56 0 comentários
Dando corda à poesia
Se meu violão falasse.
Ele, cantando, diria:
mulher, minha viola.
Toca o amor
nas minhas cordas?
Desce uma cerveja
e arranca a tristeza
quem me assola.
Toca esse samba
sem falar de amor,
tristeza, melancolia.
Dessa vez quero
que presenteie com calor
e encha a roda de alegria.
Se meu violão falasse.
Diria: mulher, viola minha
violão e viola é a sina
de um amor com samba
e esse amor nasce nas cordas,
começa na sua
e termina na minha.
Escrito por Glauber Marinho às 00:02 2 comentários
