
Isso tudo é um treino diário,
não virar do tempo um retardatário.
De experiências não existe dicionário.
Trata-se de um passo de cada vez,
pra não virar freguês da ilusão,
cuidar do coração,
e não alimentar o ócio.
Fazer valer todo o tempo,
Todo o tempo que posso.
Não deixar que escorra
sem que o próprio morra,
com o maior proveito nosso.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Aproveitar-se
Escrito por Glauber Marinho às 18:38 15 comentários
sábado, 13 de novembro de 2010
Réquiem ao além

Planejo, almejo, quero e desejo
o meu mundo, segundo um lampejo.
Imito, medito, acredito, transmito
e acordo a bordo de um mito.
Condigo com que digo senão, castigo,
e se não me fizer sentido, intrigo.
Espero, austero e quero esmero,
do contrário, tudo que sinto enterro.
Vou aquém do amém nesse réquiem,
agindo, corrigindo e grunindo.
Na mais bestial canção ao além,
e o ciclo continua seguindo.
Escrito por Glauber Marinho às 14:54 3 comentários
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Sonhador

Alguém quer amor?
Tenho bastante amor e é que de graça.
Descobri hoje uma forte desgraça,
a traição também ronda minha praça.
Porque tenho que ser sonhador?
Alguém quer amor?
Não cobro nada além de respeito,
pode ser teu o que guardo no peito,
não me deixe levar o fardo pro leito.
Porque diabos sou sonhador?
Ninguém quer amor.
Todo mundo quer sacanagem.
Não importa a essência,
muito menos a imagem.
Importa, sonhador,
ter paciência e coragem.
Escrito por Glauber Marinho às 11:26 22 comentários
sábado, 11 de setembro de 2010
A lua se pôs

A lua se pôs,
e se foi com elegância.
Deixou pra trás a arrogância
e foi em frente e não se opôs.
Aquela calma, aquela cólera,
sentimentos (o)postos à fora
foram raiando em comunhão
no final daquela escuridão.
Raiou o dia,
nasceu o sol com disposição
de longe nem aparentaria
que todo amor se pusesse em solidão.
Escrito por Glauber Marinho às 11:53 1 comentários
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Deixa

Quero chegar no teu coração
arrancar sentimentos bons
Baixa a guarda pra minha mão passar
eu só quero tocar
não precisa brigar
basta deixar que passe
que ultrapasse as barreiras
deixa que das maneiras
eu tomo conta
eu nunca quis ser afronta
apenas o sangue
que teu coração bombeia.
Escrito por Glauber Marinho às 18:59 10 comentários
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Funk that!

I'm feeling the streets
the streets are my bed
and the stars are my sheets
so, let's funk that shit.
Do you know what i'm talking about?
or I need to pick up the chalk
to make you learn to walk?
what else you got?
what else do you need?
so, let's funk that shit.
All we need is inside
and everyone side by side
look around, can you feel the beat?
no worries baby, don't fear the streets
come with me and
let's funk that shit!
Escrito por Glauber Marinho às 11:05 6 comentários
sábado, 3 de julho de 2010
Tão sumido

Tenho sumido como o amor de amigo.
Desaparecido de mim como um culpado
que disfarça ao mundo um ódio fingido.
Tenho sumido porque do amor sou antigo
e lhe faço companhia no exílio,
uma espécie de auxílio calado.
Tenho sumido pela descrença
na encrenca do caminho seguido.
Talvez não valha o que se pensa,
ou de todo contrário ido
valha mais do que compensa.
Sumo porque não me encontro no mundo.
Ando escasso de mim mesmo
que meu melhor pedaço é vagabundo,
e desapareço dentro de um alesmo,
e de longe, de dentro, ainda observo.
Sumido, erradicado do meu melhor
olho ao redor e me reservo
e ainda assim, não consigo esperar o pior.
Escrito por Glauber Marinho às 06:38 13 comentários
domingo, 30 de maio de 2010
Revira e volta
Tenha paciência
na sua revolta.
Senão não há decência
na hora da reviravolta.
Escrito por Glauber Marinho às 21:45 5 comentários
A rinha que tinha
Tinham coisas
e essas coisas que tinha
lhe faziam o que detinha.
De ter o que tinha
levou a uma interna rinha.
E ria e chorava
enquanto lá dentro
aquela velha rinha amargurava.
Escrito por Glauber Marinho às 21:33 2 comentários

